Governo do Distrito Federal
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25/02/21 às 15h27 - Atualizado em 25/02/21 às 16h44

Saúde mantém realização de cirurgias eletivas no DF

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Número de UTIs de retaguarda para cirurgias não causa grande impacto na quantidade de leitos para Covid-19

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Apesar da alta na taxa de ocupação de leitos de Covid-19, a Secretaria de Saúde continuará realizando as cirurgias eletivas, que foram interrompidas por vários meses em 2020, resultando no aumento da fila de espera.

 

Leitos Covid estão entrando em operação gradativamente – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

“Os leitos que temos para retaguarda de cirurgias, que são leitos de alta complexidade, são um número pequeno e que não impactam no número de leitos de Covid-19. Então, não faz muita diferença torná-los específicos para Covid”, explica o secretário adjunto de Assistência, Petrus Sanchez.

 

Segundo o gestor, a ideia de aumentar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para disponibilizar aos pacientes acometidos pela Covid-19 é transferir os pacientes que estão internados há muito tempo com Covid, mas que não são mais transmissores da doença, para leitos não Covid.

 

Sanchez esclarece que a Secretaria de Saúde acompanha diariamente a taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid e se for necessário parar novamente as cirurgias eletivas, a pasta tomará essa decisão.

 

Ampliação de leitos

 

A Secretaria de Saúde ativou cinco leitos de UTI Covid adulto no Hospital Daher ampliando a oferta do serviço no Distrito Federal. Agora, são 20 leitos disponíveis para atender pacientes do SUS na unidade.

 

Além disso, na última sexta-feira (19), foram mobilizados mais oito leitos de UTI na mesma unidade. Até o final desta semana, a Secretaria de Saúde irá ativar outros 17 leitos no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), sendo dez já existentes e que serão remobilizados, e sete em uma nova ala da unidade.

 

Aumento da produção cirúrgica em 2020

 

Mesmo com a pandemia, a Secretaria de Saúde alcançou, em 2020, a segunda maior produção cirúrgica hospitalar histórica, desde 2009, com 63.948 cirurgias realizadas de janeiro a dezembro. Ainda que com restrições impostas pela pandemia de Covid-19, como a suspensão de cirurgias eletivas de junho a outubro – mês em que se iniciou a liberação gradativa dos procedimentos -, o ano passado só não supera 2019, quando foram feitas 68.247 cirurgias e não havia registro da Covid-19 no Brasil.

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