Governo do Distrito Federal
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23/06/16 às 20h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Saúde notifica 638 casos de caxumba este ano

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Sintomas da doença são febre e aumento das glândulas salivares

BRASÍLIA (23/06/16) – Até o último sábado (18), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) recebeu a notificação de 638 casos de caxumba no Distrito Federal, sendo que 621 ocorrências são de residentes do DF e os demais moram em outros estados.

No total, 12 surtos ocorreram ao longo do ano. Sete deles em escolas localizadas na Asa Sul, Taguatinga, Águas Claras e Lago Sul; um no Complexo Prisional e quatro em outros locais. O surto do Complexo Prisional ocorreu no início do ano no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Centro de Detenção Provisória (CDP) e no Centro de Internação e Reeducação (CIR), onde 142 detentos e funcionários apresentaram sintomas da doença.

A maioria dos casos foram do sexo masculino, totalizando 396. Dentre as faixas etárias onde houve maior contágio estão: adultos de 20 a 49 anos, com 49,9% (310 casos), e de jovens de 15 a 19 anos, que correspondem a 23,7% (147 casos). As Regiões Administrativas que apresentaram a maior incidência da doença foi Ceilândia (107), Taguatinga (97), Guará (67) e Samambaia (65).

Como medida de controle, a Vigilância Epidemiológica está acompanhando todos os casos suspeitos e realizando o bloqueio vacinal seletivo onde houver indicação. Em caso de surto, é necessário o isolamento social dos pacientes, de 10 a 15 dias após o início dos sinais e sintomas e a adoção de medidas de higiene tais como: não compartilhar copos e talheres, evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados) e adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

No Brasil, a notificação da caxumba não é obrigatória. Apenas em situação onde ocorrem vários casos no domicílio, nas escolas, creches e ambientes de trabalho é que a doença é notificada à vigilância epidemiológica local. No ano de 2015 os surtos começaram a ser contabilizados a partir do segundo semestre. Do início de julho até o final de dezembro foram notificados 130 casos da doença no DF.

TRANSMISSÃO – A caxumba (Paroditite infecciosa) é uma doença viral aguda de transmissão respiratória, causada pelo vírus Paramyxovirus. Sua transmissão se dá através de gotículas de salivas de pessoas infectadas. Como não existe tratamento específico para a doença, a melhor forma de combate continua sendo a vacinação ainda quando criança. A doença tem maior circulação no período de temperaturas mais baixas, como na primavera e inverno.

Na maioria das vezes a caxumba produz sintomas discretos ou que nem mesmo aparecem. As manifestações mais comuns, quando ocorrem, são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares, ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da caxumba é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

A incubação da doença varia de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias o período de transmissão. Na situação de notificação de casos aglomerados, os pacientes devem ficar isolados e deve ser avaliada a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com eles.

VACINAÇÃO – Na rede pública de saúde, a vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), aplicada aos 12 meses de vida, e a vacina tetra viral (caxumba, sarampo, rubéola e varicela), aplicada aos 15 meses de vida, protegem contra a doença. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Para pessoas entre 20 e 49 anos é necessária apenas uma dose da vacina tríplice viral. A vacina está disponível ao longo de todo o ano em todos os centros de saúde. Se a pessoa já tiver duas doses da vacina ela não precisa tomar mais nenhum.

Veja a íntegra do boletim aqui: