Governo do Distrito Federal
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2/04/14 às 20h57 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

HMIB oferece atendimento especializado a casos de Leishmaniose visceral

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Manter a saúde dos animais domésticos em dia ajuda a prevenir a doença

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal oferece atendimento especializado na área infantil para a Leishmaniose visceral, ou calazar, doença transmitida por mosquito que se torna perigosa nas áreas urbanas por causa do grande número de cachorros infectados.

O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) é referência no Distrito Federal no diagnóstico e tratamento da doença em crianças e conta com o Hospital Universitário de Brasília (HUB) na área adulta. Anualmente são diagnosticados em média 40 casos de pessoas vindas principalmente de Unaí e do entorno, mas áreas como Sobradinho, Fercal e Lago Norte também constam na lista.

Segundo o médico responsável pelo atendimento dessas crianças, Jefferson Pinheiro, a transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. O parasita atinge o fígado, baço e medula óssea, causando sintomas graves, que podem até mesmo levar ao óbito.

“Apesar de o Distrito Federal não ser uma área de grande incidência da doença, é importante ficar atento principalmente na época das chuvas que propiciam procriação do mosquito”, explica o médico.

Os principais sintomas são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia e sangramentos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

De acordo com o médico Jefferson Pinheiro, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. O especialista verificará os sinais clínicos e resultados de exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

“É fundamental o médico na hora do exame verificar se há um aumento do baço e do fígado para acertar no diagnóstico”, relata Jefferson.

Saiba mais

Para evitar o contágio recomenda-se:

– Manter a saúde do seu cão em dia. Ele poderá ser o hospedeiro do parasita que será transmitido para pessoas próximas ao animal.

* Lembre-se de que os casos de leishmaniose são de notificação compulsória ao serviço oficial de saúde.

Ana Luiza Greca da Cunha, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226