Governo do Distrito Federal
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21/06/13 às 18h04 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Saúde promove Seminário de Fitoterapia e Plantas Medicinais

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A Secretaria de Saúde promoveu nos dias 20 e 21, o II Seminário de Fitoterapia e Plantas Medicinais, no auditório da FioCruz. O encontro, que reuniu 180 profissionais de saúde de diversas categorias, visa pactuar estratégias para o fortalecimento da área, divulgar conhecimentos sobre o tema e promover a integração entre profissionais e gestores.

“Nesse seminário esperamos que cada um compreenda melhor o seu papel dentro do fortalecimento da fitoterapia no DF e que haja maior integração entre os diversos atores envolvidos nessa prática”, destaca a gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES, Ozélia Evangelista.

O evento é uma promoção da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis) e do Núcleo de Farmácia Viva da SES. A programação, desenvolvida ao longo dos dois dias, inclui palestras, mesas redondas e oficinas, quando serão discutidos temas como os avanços regulatórios nos critérios de tradicionalidade de fitoterápicos e modelo de promoção à saúde com plantas medicinais e fitoterapia aos usuários do SUS e Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e os desafios da gestão.

A programação também inclui, na manhã de sexta-feira, 21, a elaboração do plano de ação para Fortalecimento da Fitoterapia como Prática Integrativa de Saúde por região da SES-DF por diversos grupos a serem formados durante o evento. À tarde serão promovidas oficinas sobre interações medicamentosas e reações adversas em fitoterapia, as plantas medicinais na terapêutica nutricional e promoção do uso de racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Em saúde pública.

Atualmente 21 unidades da SES utilizam medicamentos fitoterápicos. A fitoterapia é uma pratica integrativa muito disseminada no Brasil e no mundo, implementada pela Politica nacional de Práticas Integrativa e Complementares em Saúde. No Distrito Federal é desenvolvida há mais de 20 anos pela SES, por meio da disponibilização de fitoterápicos, realização de fóruns e cursos de capacitação.

Farmácias Vivas
O Projeto Farmácia Viva começou no Distrito Federal em 1989, e desde então vem produzindo as plantas com as quais são feitos os medicamentos que são distribuídos para o SUS, conta Nilton Luz Netto Junior, chefe do programa Farmácia Viva. O Núcleo de Farmácia Viva funciona no Riacho Fundo, com um laboratório onde são produzidos xaropes, pomadas, géis e tinturas. Em Planaltina tem o Centro de Referência em Praticas Integrativas em Saúde (Cerpis) que também produz medicamentos fitoterápicos e ervas como capim santo e carqueja.

O Projeto Farmácias Vivas foi criado pelo professor Francisco José de Abreu Matos, em 1984, tendo como base o Horto de Plantas Medicinais da UFC, agregado ao Laboratório de Produtos Naturais. Com as características de um programa de medicina social, tem entre seus objetivos oferecer assistência farmacêutica fitoterápica de base científica às entidades públicas e privadas; estudar cientificamente as plantas medicinais, desde a fase de cultivo das espécies até a produção; e distribuir medicamentos fabricados a partir das espécies. Dos primeiros hortos de plantas medicinais em Fortaleza, o projeto se expandiu como modelo para todo o Ceará e outros estados.

Celi Gomes