Governo do Distrito Federal
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3/02/14 às 21h16 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde realiza capacitação em rastreamento de câncer feminino

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A meta é qualificar 450 médicos e enfermeiros da Atenção Primária

A Gerência de Câncer da Secretaria de Saúde do DF (GECAN-SES) desenvolve, dias 7 e 14 de fevereiro, no auditório do Edifício Sede, o curso de Capacitação em Rastreamento do Colo do Útero e Câncer de Mama na Atenção Primária em Saúde. A meta é qualificar 450 médicos e enfermeiros para que o exame clínico das mamas seja realizado sempre no momento da coleta do exame de Papanicolau, além de sensibilizar a equipe para solicitação da mamografia na população de 50 a 69 anos.

O curso, que teve início no dia 5 de janeiro, visa capacitar os profissionais de saúde para a execução do Programa de Rastreio do Câncer Cervical nas etapas de busca ativa, agendamento, coleta, informações, encaminhamento nas citologias alteradas. “Médicos e enfermeiros são fundamentais para a execução desse programa, cujo objetivo é reduzir a mortalidade por esse tipo de câncer no DF”, comenta a gerente de Câncer, Cristina Scandiuzzi.

O câncer cervical ou do colo do útero se desenvolve lentamente e se apresenta por uma lesão precursora e que, na medida em que for tratada de forma adequada e em tempo hábil, contribui para a redução na incidência da doença. “O método de rastreio é o Papanicolau – exame citopatológico, realizado pela coleta de células do colo do útero – escamosas e glandulares e avaliadas pelo patologista”, informa a gerente.

Esta coleta pode ser realizada pela enfermagem e médicos, desde que, esses estejam habilitados por meio de treinamento. “Segundo as diretrizes para o rastreamento desta patologia pelo Ministério da Saúde (MS) e Instituto Nacional do Câncer (INCA), existe um protocolo em que se deve instituir esse exame à população alvo, ou seja, mulheres entre 25 a 64 anos, pois nessa idade é o período de maior ocorrência de lesões intra-epiteliais de alto grau que caso não tratadas evoluirão para o câncer”, esclarece Cristina.

Já o câncer de mama é o que mais mata as mulheres no Brasil e no mundo. O rastreamento mamográfico bienal da população de 50 a 69 anos pode reduzir em 30% a mortalidade por esta neoplasia. “Para o êxito do rastreio organizado, há necessidade de que essa população alvo seja informada e captada sem obstáculos, tanto no agendamento quanto na realização da mamografia e na busca do resultado, diz.

De acordo com o Sistema de Informações do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO), foram diagnosticados no DF, 89 casos de Câncer de Colo do Útero, sendo 74 na faixa etária de risco (25 a 64 anos), em 2013. Dados informados pelo Sistema de Informação do Câncer de Mama (SISMAMA) apontam 356 casos de lesões neoplásicas de mama, sendo 165 na faixa etária de risco (50 a 69 anos), no mesmo ano.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF
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