Governo do Distrito Federal
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23/08/16 às 22h06 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Secretaria busca celeridade nas respostas da Ouvidoria

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Portaria a ser publicada pretende reduzir prazo de respostas de 20 para cinco dias úteis

BRASÍLIA (23/8/16) – A Secretaria de Saúde deve implementar, até meados de setembro, dois projetos que visam dar um tratamento mais humanizado aos usuários da rede, principalmente no que tange a informações sobre consultas, exames, cirurgias e leitos de UTI. Ambos foram apresentados em evento nesta terça-feira (23), pela ouvidora geral da Saúde, Meire Lopes, e pela secretária-adjunta Eliene Berg.

“Uma das grandes dificuldades das ouvidorias seccionais é receber a resposta das unidades responsáveis dentro do prazo regulamentar, que é de 20 dias. Atualmente, 71% das demandas foram encerradas, mas 41% destas foram respondidas fora desse prazo. Isso gera insatisfação do usuário”, observou Meire Lopes.

Diante desse cenário, a secretaria apresentou minuta de portaria que visa reduzir esse tempo de resposta de 20 dias corridos para cinco dias úteis. “A dificuldade hoje é que, para conseguir uma resposta, é preciso consultar várias áreas. Então, agora vamos concentrar em apenas três”, explica a ouvidora.

Segundo a minuta, a Gerência de Registro, Documentação e Movimentação do Usuário de cada hospital ficará responsável por repassar informações sobre consultas e exames. A clínica cirúrgica de cada unidade deverá passar os dados de cirurgias e a questão dos leitos de UTI com a gerência de regulação.

Após a publicação da portaria, ainda sem data prevista, o prazo para implementação em todas as 17 ouvidorias da Saúde será de 45 dias. “Vamos começar por Sobradinho, onde já está tudo bem adiantado. Depois, partimos para Ceilândia”, diz Meire Lopes.

ACOLHIMENTO- Também para auxiliar os usuários da rede pública de saúde, a secretaria vai abrir salas de acolhimento em todos os hospitais da rede. Um dos objetivos é reduzir o número de reclamações junto às ouvidorias, mas também oferecer um acolhimento diferenciado e atendimento mais humanizado.

As salas serão implementadas nas áreas de pronto-socorro dos hospitais. “A gente percebe que os pacientes chegam à unidade e muitas vezes não têm informação básica, como quanto tempo vai demorar para ser atendido ou fazer um exame”, ressalta Eliene Berg. “A sala de acolhimento vai servir como um mediador”, completa.

A primeira unidade a receber a sala será o Hospital Materno Infantil (Hmib). “Escolhemos essa unidade por que é um ambiente difícil. A criança, normalmente, não sabe explicar o que está sentindo. Os pais chegam angustiados e também não conseguem explicar. Os profissionais trabalham com grande volume de atendimento. É muita pressão e uma hora alguém pode explodir nesse caldeirão”, exemplifica a secretária.

Na sala de acolhimento irão trabalhar profissionais do serviço social, psicologia e ouvidoria. “São pessoas que têm mais sensibilidade para ouvir e mediar conflitos”, observa Eliene Berg.

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