Governo do Distrito Federal
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17/05/17 às 13h25 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Secretaria participa de ações de prevenção à violência sexual

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Programação vai até o fim desse mês

BRASÍLIA (17/5/17) – Em todo o país, o dia 18 de maio é reservado para trabalhar a prevenção de violência sexual contra crianças e adolescentes. Como parte da rede de proteção desse público, a Secretaria de Saúde é um dos atores nas diversas atividades que estão sendo desenvolvidas no Distrito Federal durante todo o mês de maio, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Segundo a chefe do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência (Nepav), Fernanda Falcomer, as ações e atividades desenvolvidas nesse período têm o intuito de mobilizar, sensibilizar, informar todos os setores da sociedade sob a importância de assumir o compromisso cotidiano no enfrentamento da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes.

As primeiras regiões a desenvolver ações foram Guará, Samambaia e Recanto das Emas, com mobilizações em escolas. Desde o início de maio, cerca de três mil crianças e adolescentes foram sensibilizados.

No Guará, onde pelo menos dez escolas foram visitadas pela equipe formada por duas psicólogas e uma assistente social, cerca de mil jovens participaram das atividades. Pelo menos 15 meninos e meninas saíram das palestras com atendimento agendado no Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância à Violência (PAV) Primavera, no Guará.

“Em uma escola, especificamente, fizemos um trabalho onde conseguimos levantar diversos casos suspeitos de violência sexual. Pedimos que cada criança, com idades entre 11 e 12 anos, escrevesse um segredo no papel. Quando abrimos, percebemos muitas situações que vamos levar para discutir com toda a rede de proteção, em reunião que realizamos mensalmente”, alertou a psicóloga, Cecília Costa.

Além dessa dinâmica, outras formas de abordagem foram utilizadas. Ao final delas, foram confeccionados cartazes pelos alunos. Alguns deles estão expostos nas duas estações do metrô do Guará e todos serão apresentados durante caminhada na cidade nesta quinta-feira (18).

No último dia 12, a Secretaria de Saúde participou também do “Seminário Nacional – O Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, no contexto da Proteção e Promoção de Direitos Sexuais: Velhos dilemas, novas Saídas?”. Outras atividades ainda estão previstas até o final deste mês, em todas as regiões de saúde. Confira aqui

DATA – O 18 de maio foi escolhido como dia de mobilização contra a violência sexual porque nesta data, no ano de 1973, em Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de oito anos de idade, que foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade.
A proposta do 18 de maio é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.

AÇÕES – Além da campanha de prevenção e conscientização desenvolvida durante o mês de maio, a Secretaria de Saúde conta com 18 Pavs para atender não somente crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, como todo o público que sofre qualquer tipo de violência.

Os Pavs estão distribuídos nas regionais de saúde, nas quais é realizado o atendimento especializado por equipes multiprofissionais para as vítimas de violência. São ações do PAV: acolhimento (atendimento humanizado no qual o profissional proporciona a escuta qualificada da situação enfrentada pela pessoa), vigilância (notificação dos casos de violência, análise epidemiológica da situação de violência), atendimentos individuais, familiares e em grupo.

Segundo Fernanda Falcomer, são realizados cerca de 20 mil atendimentos anualmente em todos os Pavs. “É importante frisar que qualquer pessoa que tenha conhecimento de alguma criança em situação de violência, deve buscar a rede protetiva, que vai acolher e orientar. Em caso de violência sexual, buscar imediatamente a emergência hospitalar para tomar a medicação contra as doenças sexualmente transmissíveis e de contracepção”, frisa.