Governo do Distrito Federal
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18/01/16 às 9h55 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Sugestão da Saúde do DF para notificação de microcefalia passa a ser adotada em todo o país

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Profissionais de saúde devem aguardar 48h após o parto para relatar as suspeitas

BRASÍLIA (18/1/16) – Desde que o Ministério da Saúde confirmou a relação dos casos de microcefalia no país com o Zika vírus, os estados passaram a relatar semanalmente ao órgão os casos suspeitos. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde adotou as instruções do Protocolo disponibilizado pelo Ministério e acrescentou às normas a indicação de aguardar 48 horas após o parto para confirmar se o recém-nascido permanece com o perímetro cefálico igual ou menor a 32 centímetros. Isso, porque nesse período a medida pode sofrer alteração, principalmente, em casos de parto normal, por causa do cavalgamento de suturas.

Em reunião com o órgão federal, representantes da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES) informaram sobre a adoção desta medida nas notificações realizadas pelos profissionais do DF. O Ministério elogiou a iniciativa e já publicou a sugestão no Protocolo Nacional da Assistência, que passará a ser adotada em todo o país.

“O profissional de saúde deve aguardar 48 horas após o parto para notificar o caso de recém-nascido com perímetro cefálico igual ou menor a 32 centímetros, uma vez que, durante este período, o perímetro tende a aumentar, principalmente, em casos de parto normal. Então é realizada a segunda medição dentro dessas 48 horas. Se o perímetro cefálico não tiver aumentado, o profissional fará a notificação no Registro de Eventos de Saúde Pública (RESP), disponível no site www.resp.saude.gov.br”, informa a diretora da Vigilância Epidemiológica, Cristina Segatto.

MICROCEFALIA – A microcefalia não é um novo agravo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 centímetros.

“É importante frisar que nem todo caso de microcefalia é causado pelo Zika vírus e que nem toda gestante que contraí o vírus durante o período gestacional terá um bebê com microcefalia. Toda a relação entre essas doenças ainda está sendo estudada. Por enquanto, tudo ainda é muito novo e temos poucos relatos científicos. Portanto, não há motivos para alarde. A Secretaria de Saúde do DF está totalmente estruturada para acompanhar e atender todos os casos suspeitos e os confirmados”, destacou o subsecretário da Vigilância à Saúde do DF, Tiago Coelho.

FLUXOGRAMA – O fluxo de notificação, investigação e acompanhamento dos casos notificados de microcefalia e de gestante com doença exantemática – infecção com vermelhidão na pele, foi elaborado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES) em parceria com a Coordenação de Neonatologistas, Infectologia Pediátrica, Neurologia Pediátrica, Diretoria de Áreas Estratégicas da Atenção Primária (Rede Cegonha, Atenção Integrada à Saúde da Mulher e Criança).

O plano visa integrar todas as ações de notificação e investigação epidemiológica no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) com a avaliação clínica, assistência pediátrica (neurologistas, infectologistas e neonatologistas, entre outros da rede de atenção) e laboratorial (Lacen/DF).

Os objetivos propostos são de monitorar a situação epidemiológica das complicações envolvendo gestantes e recém-nascidos, potencialmente associadas à infecção pelo Zika vírus; detectar a ocorrência de casos graves e óbitos potencialmente relacionados à infecção pelo Zika vírus; identificar grupos e fatores de risco para complicações pela infecção pelo Zika vírus; orientar a utilização das medidas de prevenção e controle disponíveis e elaborar e divulgar informações epidemiológicas.