Governo do Distrito Federal
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2/09/16 às 21h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Taxa de suicídio entre idosos cresceu 5% nos últimos cinco anos

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barra_1.pngBRASÍLIA (2/9/16) – No Distrito Federal, eles não são os que mais cometem suicídio. Mas, globalmente, os idosos lideram a lista das pessoas que mais tiram a própria vida. O que preocupa na Capital Federal, porém, é a taxa de crescimento desse tipo de morte: 5% nos últimos cinco anos.

“É um crescimento relativo, porque compreende um período específico – entre 2011 e 2015 -, mas dentro do período analisado, se torna significativo, porque é um crescimento de uma morte evitável”, ressalta a biomédica Helayne Damasio, que acaba de concluir um estudo inédito sobre suicídio entre idosos no DF, como trabalho de conclusão de curso de Biomedicina.

Ela explica que, ao analisar a taxa de suicídio de idosos para cada 100 mil habitantes no DF, faz-se necessário avaliar a variação do índice total proporcionalmente ao aumento populacional. “Ao mesmo tempo em que a população demonstrou crescimento de 14,27% a variação do índice de suicídios a cada 100.000 habitantes passou de 0,39 para 0,41”.

Em números absolutos, houve um salto de 10 casos em 2011 para 16 em 2013. Em 2012, um total de 13 idosos tiraram a própria vida. Em 2014 e 2015, foram 12 a cada ano. Em cinco anos, 63 pessoas acima de 65 anos cometeram suicídio.

CUIDADOS – Com o avanço da idade, a pessoa precisa lidar com várias perdas: de pessoas queridas, do vigor físico, da independência. Se ele não souber como enfrentar tudo isso, tende a se deprimir e, em casos mais graves, ter ideações suicidas. Nesse contexto, o papel da família é essencial.

Segundo o psicólogo da geriatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Pedro Henrique Duarte Barbosa, a família tem papel fundamental no trato com os idosos e que é preciso estar atento a alguns sinais. “Tem de ficar alerta caso haja isolamento social, se dorme demais ou em quantidade não suficiente, falta de apetite. Também é preciso ficar atento ao que o idoso fala, se ele começa a dizer que não pertence mais a esse mundo, por exemplo”, alerta.

Quando os idosos chegam para atendimento no Hran, tanto geriatras quanto psicólogos já fazem uma avaliação de humor nos pacientes para verificar se há depressão. “Precisamos saber diferenciar se é um quadro de demência ou uma depressão, de fato. Caso este último seja diagnosticado, o idoso passa por uma avaliação psicológica para tentar identificar as causas da depressão. O passo seguinte é sensibilizar a família para que auxiliem no restabelecimento desse idoso”, explica Pedro Henrique.

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