Governo do Distrito Federal
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14/09/17 às 11h19 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Um amor gratuito ao Base e aos seus pacientes

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Voluntários doam tempo e conhecimento a internados no hospital

BRASÍLIA (14/9/17) – “É um amor antigo”. É assim que o anestesiologista Tadeu Palmieri se refere ao Hospital de Base. Depois de trabalhar 25 anos na unidade, ele decidiu que não queria deixar de servir aos pacientes atendidos no local que frequentava desde os 10 anos de idade. Assim, tornou-se voluntário profissional na unidade.

“Meu pai era médico aqui e eu vinha com ele. Depois de aposentar, continuo atuando, toda quarta-feira, na anestesia pediátrica, e às quintas-feiras participo das reuniões dos residentes. Além de ajudar a Saúde, pela falta de profissionais anestesistas, penso que não posso parar, a cabeça precisa continuar funcionando”, descreve Palmieri.

Além do voluntariado profissional, o anestesiologista também faz parte da Associação Amigos do Base, legalmente constituída em 1998, atuante no HBDF. Nessa quarta-feira (13), ele assumiu a diretoria da associação que presta apoio aos pacientes carentes, com doações de materiais.

O amor ao hospital, porém, não é exclusividade de Tadeu Palmieri. Coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Vera Lúcia Bezerra fala com paixão ao comentar que sua história de vida chega a confundir-se com a do HBDF. “Falar do hospital é falar da minha vida, pois metade dela passei aqui dentro, ajudando as pessoas e o próprio hospital. Não saberia viver sem estar aqui, pois aqui é uma grande escola, onde todos aprendem a valorizar o que a vida tem de melhor”, diz.

A instituição da qual é coordenadora, há 21 anos, atua em benefício de pacientes da oncologia. Ao todo, 240 voluntários colaboram para desenvolver 25 projetos, como distribuição de lanche, de perucas, bate-papos e artesanato.

GRANDIOSO – Até em número de voluntários, o Hospital de Base é grandioso. Cerca de 600 pessoas prestam serviços gratuitamente na unidade, sendo 23 voluntários profissionais e o restante dividido em quatro.

Entre elas está o Serviço de Apoio ao Voluntário, onde atuam 200 pessoas. “Nascemos junto com o hospital. Nossa história se confunde com a dele”, lembra a presidente da associação, Dafne Kipman. A entidade dá suporte ao Serviço de Assistência Social, com atividades de apoio aos familiares de pacientes, disponibilização de materiais como cadeiras de rodas e ações que resgatam a autoestima.

“Um das atividades que desenvolvemos é o reiki. Oferecemos essa terapia há cerca de 15 anos. Atualmente, são 30 pacientes atendidos por semana. Está comprovado que essa terapia fortalece o sistema imunológico e os pacientes atestam que ajuda a relaxar, passar a ansiedade e, às vezes, diminuir a dor”, explica Dafne.

Outra instituição que demonstra a grandiosidade do HBDF é o Movimento de Apoio ao Portador de Câncer. Com seus 80 voluntários, distribui, diariamente, entre 600 e mil lanches para pacientes e familiares. A história do movimento começou com a distribuição de cafezinho e boas conversas.

“Logo que cheguei a Brasília, fazia trabalho voluntário no Hospital Regional da Asa Norte e fui chamada para conhecer a radioterapia do Hospital de Base e me envolvi. Logo conseguimos mais 14 pessoas e montamos um grupo que foi crescendo, cada voluntário encarregado de arrecadar dinheiro e doações”, conta uma das fundadoras do movimento, Adelma da Penha Duarte.

Ela conta que o grupo não oferece apenas o alimento. “Às vezes o paciente quer apenas uma palavra e amor”, ressalta ela que sempre trabalhou com crianças e nunca havia se imaginado prestando serviços a pacientes com câncer. “Nunca tive esse problema na família. Há muitos voluntários que vêm em razão disso. Eu estou aqui simplesmente por amor a essas pessoas”, finaliza.