Governo do Distrito Federal
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8/01/14 às 18h01 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

UTI do Hospital de Base atende 1.500 pacientes por ano

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SES entregou 231 novos leitos de UTI em três anos

Foto: Renato Araújo

Com 60 leitos para adultos e 12 para crianças, a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) atende uma média de 125 pacientes graves todos os meses. São cerca de 1.500 pacientes por ano.

A unidade é equipada com aparelhos de alta tecnologia que fazem o monitoramento 24 horas de todo o quadro fisiológico do paciente. Em 2013, o setor passou por reformas e ampliações e ganhou 20 leitos.

“Contamos com uma série de recursos tecnológicos, exames de laboratório frequentes, avaliação clínica constante e uma equipe especializada que sempre está próxima e alerta para qualquer necessidade do paciente”, destaca a médica Vânia Oliveira, chefe da UTI adulto do HBDF.

Como se trata de uma unidade especializada, a UTI do Hospital de Base é uma referência para os demais hospitais da rede pública do Distrito Federal. No local são atendidas pessoas em estado crítico que passaram por cirurgias de alta complexidade (neurológicas, oncológicas, torácicas, cardíacas, urológicas) ou foram vítimas de trauma, entre outros.

Durante as 24 horas do dia, há médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem de plantão na unidade para atendimento ao paciente, além de profissionais de fisioterapia, nutrição, psicologia e serviço social para dar suporte ao atendimento. Por segurança as grades das camas ficam elevadas.

A equipe de UTI do HBDF possui 58 médicos intensivistas, 60 enfermeiros, 150 técnicos de enfermagem e mais 35 fisioterapeutas que monitoram 24 horas os pacientes, além de acompanhamento diário da Comissão de Controle de Infecções que orienta os profissionais no cuidado com o paciente para evitar riscos de infecções.

A UTI dispõe de equipamentos como o balão intraórtico – dispositivo utilizado para aumentar o fluxo de sangue que chega às artérias do coração para melhorar a irrigação e o desempenho cardíaco; o cateter para verificação de choque cardíaco; a monitorização do débito cardíaco minimamente invasivo; cardiodesfibrilador – aparelho que controla o ritmo cardíaco; capinografia digital – aparelho que monitora dióxido de carbono e gases anestésicos que são inalados pelo paciente, entre outros.

Reformas
No final de 2013, teve inicio uma série de reformas de salas do 4º andar da UTI Adulto do Hospital de Base. A manutenção predial visa aprimorar o espaço de atendimento para proporcionar um serviço cada vez melhor aos pacientes graves que buscam tratamento e recuperação no local.

A manutenção está sendo realizada nos dois andares da UTI – 3º e 4º – do prédio do Setor de Emergência. O trabalho abrange pintura de paredes, troca de piso, revisão da rede de esgoto, rede elétrica, rede de gases e vácuo (sistemas de alimentação gasosa dos aparelhos). “Estamos melhorando os andares de UTI para qualificar ainda mais o atendimento”, ressalta a chefe da UTI.

As próximas salas a serem entregues reformadas são a Coronariana e a Cirurgia Cardíaca, ambas especialidades da UTI, com 16 leitos. Os pacientes destas salas foram encaminhados para o terceiro andar até o fim das obras que devem ser concluídas.

Leitos de UTI na rede pública do DF – Em três anos, a Secretaria de Saúde do DF inaugurou 231 novos leitos de UTI, ampliando a capacidade de atendimento de 206 para 437 leitos. Segundo o gerente de Assistência Intensiva da Secretaria de Saúde, Rubens Ribeiro, aumentou também o número de leitos conveniados e contratados, que no início do ano era de 71, passou para 90 com a contratação de 19 leitos no Instituto de Cardiologia de Brasília.

Para Ribeiro, a SES tem se empenhado na busca de uma solução para o déficit de leitos de UTI no DF, com o objetivo de cumprir a política nacional das UTIs no Brasil, criada pelo Ministério da Saúde. A nova política, como explica ele, tem a finalidade de estabelecer uma rotatividade nas demais unidades da rede, disponibilizando mais leitos nas emergências do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Por Celi Gomes, da Agência Saúde DF
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