Governo do Distrito Federal
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15/02/21 às 21h01 - Atualizado em 19/02/21 às 19h32

Caxumba

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A doença

 

Engana-se quem acredita que a caxumba é uma doença de antigamente e que não ocorre mais no Brasil. Mesmo com a prevenção por vacinas, a caxumba ainda acomete muita gente.

 

A caxumba é uma doença viral aguda e contagiosa, de transmissão respiratória, causada pelo vírus Paramyxovirus. O contágio dá-se por meio do contato com gotículas de salivas de pessoas infectadas ao tossir, falar ou espirrar.

 

Sintomas

 

Os sintomas mais comuns, quando ocorrem, são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares, ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da caxumba é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

 

 

A incubação da doença varia de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias. Já o período de transmissibilidade da doença varia entre seis e sete dias antes das manifestações clínicas, até nove dias após o surgimento dos sintomas. Portanto, a pessoa que está com caxumba deve ser afastada das suas atividades por um período de dez dias.

 

Prevenção e tratamento

 

A vacinação é uma das principais medidas preventivas para caxumba e encontra-se disponível na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. Trata-se da vacina Tríplice Viral (previne sarampo, rubéola e caxumba) aplicada aos 12 meses e a vacina Tetra Viral (previne sarampo, rubéola, caxumba e catapora), aplicada aos 15 meses.

 

As crianças acima de 5 anos e pessoas com até 29 anos, que não foram vacinadas anteriormente, deverão receber duas doses da vacina Tríplice Viral com intervalo de 30 dias entre as doses. Já as pessoas com idade entre 30 e 59 anos que não foram vacinadas anteriormente devem tomar uma dose da Tríplice Viral. É importante ressaltar que os profissionais de saúde devem tomar duas doses da vacina tríplice viral.

 

A tríplice está disponível na rotina dos serviços de todas as salas de vacina do Distrito Federal.

 

Medidas preventivas

 

Para redução do risco de adquirir ou transmitir a caxumba, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, tais como: frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

 

Além disso, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; A pessoa que está com a caxumba deve ser afastada das suas atividades por um período de 10 dias; Se tiver alguma gestante no primeiro trimestre de gravidez, no ambiente escolar de ocorrência do surto, ela deverá ser afastada; Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de caxumba.

 

Na ocorrência de dois ou mais casos em um determinado local, a unidade básica de saúde mais próxima deverá ser informada o quanto antes para que as devidas providências sejam tomadas ou pode-se acionar a equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) pelo telefone (61) 99221-9439 ou pelo e-mail: cievsdf@gmail.com.

 

Texto: Jurana Lopes, da Agência Saúde-DF

Edição: Johnny Braga

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Arte: Rafael Ottoni/Arquivo SES